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da série: melhores sequências musicais de álbums

novembro 6, 2009

capítulo de hoje: Green Day – Dookie.
tracks selecionadas: 1-13.

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antes de começar, digo que é raro acontecer isso, de um álbum ter quase todas as tracks boas em sequência, ainda mais quando é quase o álbum inteiro. mas não é nem um pouco raro dizer que, sem sombra de dúvida, esse é um dos cds que mais caracterizaram o rock dos anos 90, ganhando ainda mais notoriedade na fase popular que o punk rock enfrentou na reformulação desta década.
também queria dizer que é óbvio que isso é um ponto de vista pessoal sobre o disco. não sou profissional da área, mas pretendo ser, e sempre gostei de ficar fazendo listas mentais sobre sequências musicais que me agradam. e se tem uma sequência gravada a ferro e fogo na minha mente, é esta, do dookie.
sem mais rodeios, vamos começar.

Track 1: Burnout

vou dizer logo, acho o instrumental do green day, na época em que eram homens, simplesmente fantástico: a facilidade com que Tre Cool lidera a batida e faz viradas completamente não possíveis na ótica da física moderna; a levada de Mike Durnt no baixo (que detalharei melhor em tracks a seguir) que, na minha visão, perde, e por muito pouco, para o Flea, do Red Hot Chilli Peppers; e a guitarra babaca e desajeitada de Billie Joe, que, apesar de não ter muita técnica, é compensada pela raiz punk roqueira e pelos vocais peculiares.

bem, a track, então. ela é perfeita para iniciar o disco: tem a guitarra característica da banda, fugas de baixo ao estilo Durnt e viradas sensacionais de bateria. não é uma das melhores tracks, mas sem dúvida é uma das melhores aberturas de álbuns do rock dos anos 90.

Track 2: Having a Blast

a raiva peculiar da juventude é o que motiva essa música. “do you ever want to lead a long trail of destruction and mow down any bullshit that confronts you?” não é uma das melhores do cd, mas é muito boa, de qualquer maneira. qualquer um que já foi adolescente, já passou por essa fase e, bem, eu era adolescente quando comecei a ouvir green day, então essa fica pra saudade.

Track 3: Chump

essa é uma das mais subestimadas do cd, e uma das melhores. de fato, prefiro ela à mais famosa, que será detalhada mais à frente. a guitarra é ótima, a letra é maravilhosa e a track diz tanto e tão bem sobre a raiva infundada, mais adulta e mais justificada que a de Having a Blast. só tem uma coisa que estraga essa música, na minha opinião: o fato de ela servir de ponte para a que vem logo a seguir, que se chama…

Track 4: Longview

um dos melhores baixos EVER. quando perguntado sobre como ele compôs esse arranjo para o baixo, Durnt disse: eu tava muito chapado, saiu naturalmente, o problema foi lembrar depois. essa música diz muito sobre a banda: o destaque da voz e composição de Bilie Joe e a genialidade de Durnt e Tre. simplesmente maravilhosa. e o melhor, ela some para dar lugar a uma outra música sensacional.

Track 5: Welcome to Paradise

essa é a história de um jovem que sai de casa para trabalhar, acha tudo uma merda no começo e depois acaba se integrando à merda. um conto sobre a depreciação e medo que a cidade inflige aos idealistas. a letra é uma das melhores do green day, mas é ligeiramente apagada pelo instrumental, que é muito bom, mas que não faz jus ao conteúdo da mensagem. nota para a bateria, absurda, e o baixo muito bom na parte do solo.

Track 6: Pulling Teeth

essa marca o início das músicas engraçadinhas em cds do grupo. é isso que ela é: engraçadinha. é boa, mas não há muito o que dizer: é boa, e só.

Track 7: Basket Case

aí está, a clássica, a famosa, a música que levou a banda às alturas. Basket Case é, provavelmente, uma das músicas mais celebradas do rock dos anos 90; lembrando que foi a década do nirvana, do pearl jam, de todas essas bandas de sucesso global. mas se querem que eu seja sincero, não acho ela tão grande coisa assim. é uma das melhores, claro, mas não é destaque, não é expoente, é somente genial como todas as outras. aliás, prefiro muito mais a que vem logo a seguir.

Track 8: She

ela é clichê, ela é babaca, mas é uma das que mais me toca em todo o cd. o instrumental realmente acompanha a letra, ambas simples e sensíveis, ao modo green day, é claro. é outra daquelas que não se tem muito a dizer: só que é muito, muito boa, destaque para Tre moendo na batera.

Track 9: Sassafras Roots

subestimada. ok, eu sei, a letra é repetitiva, mas o baixo é sensacional, e, bem, eu gosto da letra também. você pode ler sem ou com os “wasting your time”, mas acho que fica mais rico se ficar no on/off aleatório. “well, i’m a waste like you, with nothing else to do, may i waste your time too?”

Track 10: When I Come Around

essa é das que fica no meu coraçãozinho. ouvindo hoje, não é grande coisa, mas ela sempre significou muito pra mim. e nem preciso dizer sobre o baixo e a bateria, né. quem tiver tempo, procura o clipe no youtube, é bem divertidinho.

Track 11: Coming Clean

mesmo sendo muito adolescente, é incrível como eles conseguem ser bem mais apurados e exatos do que o Blink 182, por exemplo. essa música é perfeita para uma banda adolescente, e mesmo assim consegue ser muito boa e condizente com a realidade dessa época. “i found out what it takes to be a man. mom and dad will never understand what’s happaning to me.”

Track 12: Emenius Sleepus

essa é a terceira daquelas que acho subestimadas. é a única composição de Durnt, muito mais profunda que as do Billie, mas acho que o instrumental deixou um pouco a desejar, não pela qualidade, mas pela atmosfera causada. enfim, continuo achando boa, e ninguém lembra dela. uma pena.

Track 13: In the End

ela fecha o ciclo de músicas boas com um final meio anti-climático. é boa, sim, mas é só isso. só inclui por achar que está acima da média, e por odiar totalmente a última música do álbum. fiz isso pra deixar ela com raivinha, por ser a única sem review.

——————-

é isso: um álbum maravilhoso, quase impecável. um dos favoritos. uma pena pra quem não vai conseguir perceber o quanto é bom por não ter crescido ouvindo isso. não que seja necessário ter lembranças boas ligadas ao disco, mas pelo fato de ter ouvido antigamente poder te despir de preconceitos e te permitir fazer uma análise decente. espero que tenham gostado da resenha, pretendo fazer mais daqui em diante.

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